Móveis curvos continuam em alta nos interiores, pontua Daugliesi Giacomasi Souza

Daugliesi Giacomasi Souza
Cesar Valmora Por Cesar Valmora
7 Min de leitura

Linhas retas dominaram muitos projetos de interiores durante anos, especialmente em móveis planejados, sofás, mesas e estantes. Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, acompanha a mudança que vem colocando as formas arredondadas em evidência nos projetos contemporâneos. Sofás com cantos suaves, mesas ovais, poltronas envolventes e peças com bordas arredondadas aparecem em diferentes estilos de decoração e ajudam a modificar a percepção dos ambientes, criando uma estética menos rígida. 

Leia mais a seguir!

Por que as linhas curvas voltaram aos ambientes?

A preferência pelas formas retas esteve relacionada à praticidade e à facilidade de adaptação dos móveis aos diferentes formatos de cômodos. Linhas precisas também combinam com propostas contemporâneas, minimalistas e funcionais. As curvas, por outro lado, introduzem uma sensação visual diferente, suavizando a composição e criando transições menos marcadas entre os elementos. Esse recurso pode ainda contribuir para uma leitura mais fluida do espaço, especialmente quando aparece em peças de maior dimensão, como sofás e mesas. A escolha do desenho passa, assim, a influenciar a atmosfera criada no ambiente.

Essa característica ajuda a explicar a presença crescente de móveis arredondados em salas, quartos, recepções e outros ambientes. Um sofá curvo, por exemplo, pode alterar a maneira como as pessoas se posicionam umas em relação às outras. Uma mesa oval pode facilitar a circulação ao redor dela, enquanto uma poltrona arredondada pode criar uma sensação mais acolhedora. Além da estética, o formato pode favorecer uma disposição menos rígida do mobiliário, aproximando os elementos e criando áreas de convivência mais convidativas. Isso permite explorar novas configurações sem necessariamente alterar a estrutura do cômodo.

Daugliesi Giacomasi Souza observa que a escolha por linhas curvas precisa considerar o conjunto do projeto. A peça não deve ser inserida apenas porque está em evidência. Seu formato precisa conversar com as dimensões disponíveis, a circulação e os demais elementos que compõem o ambiente. Também é necessário avaliar proporções, materiais e cores para evitar que o móvel pareça deslocado da composição. Quando essas características são analisadas em conjunto, a curva pode funcionar como um elemento de destaque sem comprometer o equilíbrio visual do espaço.

O que as curvas mudam na circulação?

Um dos aspectos mais interessantes dos móveis arredondados está na relação com o espaço. Cantos menos pronunciados podem facilitar a passagem em determinadas áreas e reduzir a sensação de obstáculos visuais. Isso não significa que todo móvel curvo seja automaticamente mais funcional, mas que seu desenho pode oferecer alternativas interessantes para ambientes em que circulação e conforto precisam ser considerados. Em áreas de passagem frequente, por exemplo, a ausência de quinas muito marcadas pode contribuir para uma circulação mais fluida e para uma composição visual menos pesada. 

Daugliesi Giacomasi Souza
Daugliesi Giacomasi Souza

Em espaços compactos, essa característica pode ganhar ainda mais importância, destaca Daugliesi Giacomasi Souza. Uma mesa oval pode acomodar pessoas sem apresentar quinas tão marcadas. Da mesma forma, uma poltrona com contornos suaves pode ocupar um canto sem criar a mesma sensação visual de rigidez produzida por uma peça de estrutura muito geométrica. Esse efeito pode ajudar a aproveitar melhor determinados pontos do cômodo, principalmente quando há pouco espaço entre os móveis. Com planejamento adequado, as formas arredondadas também podem criar uma sensação de continuidade, evitando que o ambiente pareça excessivamente fragmentado.

Curvas combinam apenas com ambientes sofisticados?

Não. Embora móveis arredondados apareçam frequentemente em projetos sofisticados, suas possibilidades são muito mais amplas. Uma peça curva pode participar de uma decoração minimalista, contemporânea, retrô, maximalista ou até de uma composição com referências naturais. O estilo depende dos materiais, das cores, das proporções e dos elementos que acompanham o móvel. Essa versatilidade permite que as formas arredondadas sejam incorporadas tanto em ambientes discretos quanto em propostas visualmente mais marcantes. Dessa maneira, a curva deixa de estar associada a uma única linguagem decorativa e passa a funcionar como um recurso de composição.

Um sofá arredondado em tecido claro produz uma leitura diferente de uma poltrona curva revestida em uma cor intensa. Uma mesa oval de madeira também estabelece uma relação distinta daquela criada por uma peça de vidro ou metal. Por isso, a forma não deve ser analisada isoladamente. O acabamento modifica a percepção do desenho e pode aproximar a peça de diferentes estilos. Tecidos naturais, madeiras e materiais com aparência artesanal tendem a criar uma atmosfera mais acolhedora, enquanto superfícies metálicas ou brilhantes podem reforçar uma proposta mais contemporânea.

Na DGdecor, a relação entre mobiliário e composição do ambiente pode ser pensada justamente a partir dessas diferenças. Para Daugliesi Giacomasi Souza, trabalhar com curvas permite explorar novas possibilidades sem obrigar o projeto a seguir uma estética única. O mesmo recurso pode assumir características completamente diferentes conforme o contexto. A escolha pode considerar ainda a função da peça, o perfil dos moradores e a maneira como o ambiente será utilizado no dia a dia. Assim, a tendência deixa de ser apenas uma referência visual e passa a contribuir para um projeto pensado de acordo com as características de cada espaço.

Mais do que seguir uma tendência, a escolha por móveis curvos representa uma possibilidade de tornar os interiores menos rígidos e mais dinâmicos. Para conhecer outros projetos e acompanhar o trabalho de Daugliesi Giacomasi Souza, da DGdecor, acompanhe o perfil @dgdecor.construir.

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